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EUA divulgam relatório sobre clima contrário ao discurso de Trump

Relatório Especial de Ciência Climática divulgado hoje (3) pela administração de Donald Trump afirma ser extremamente provável que as atividades humanas, especialmente a emissão de gases do efeito estufa, sejam a causa dominante do aquecimento global observado desde a metade do século 20.

“Não há nenhuma explicação alternativa convincente para o aquecimento global do último século que seja baseada na mesma extensão de evidências observadas”, diz o estudo de um grupo de mais de 50 cientistas do governo norte-americano, segundo informações da agência Reuters.

O relatório afirma que os Estados Unidos sofrem os impactos das mudanças climáticas, com tempestades mais frequentes e intensas, os incêndios florestais mais extensos e maior número de inundações.

Há ainda um alerta para o risco de elevação do nível do mar. De acordo com o relatório, a média global do nível do mar deve crescer “ao menos diversos centímetros nos próximos 15 anos” por conta do aumento de temperaturas.

A publicação do relatório é uma exigência de uma lei aprovada em 1990 pelo Congresso dos Estados Unidos e apresenta estudos produzidos por diversas agências federais e por acadêmicos.

A comunidade científica chegou a especular que o governo de Donald Trump pudesse editar o conteúdo ou impedir a publicação do documento, uma vez que as informações contradizem o discurso e a política de Trump para a questão do clima.

Em diversas ocasiões, o presidente questionou a responsabilidade humana sobre os efeitos do aquecimento global. Nos últimos meses, a Casa Branca tem trabalhado para impulsionar a indústria de combustíveis fósseis e revogar leis criadas pelo ex-presidente Barack Obama para incentivar a produção de energia limpa.

Em junho, Trump anunciou a saída do país do Acordo de Paris, assinado por 195 nações para combater os efeitos das mudanças climáticas. Diversas empresas e estados confrontaram o presidente e afirmaram que vão cumprir as metas, mesmo que os Estados Unidos abandonem o pacto. Apesar da decisão do presidente, os Estados Unidos vão participar da Conferência do Clima em Bonn, na Alemanha, marcada para semana que vem. O encontro vai discutir a implementação do Acordo de Paris. Os Estados Unidos participarão do evento porque o tratado determina que nenhum país pode abandoná-lo antes de 2020.

O porta-voz da Casa Branca Raj Shah disse hoje que “o governo apoia análises científicas rigorosas e debate e encoraja comentários públicos sobre esboços de documentos sendo divulgados hoje.”

Agência Brasil